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Agronegócio

Safra mineira de grãos cresce 3,5% e chega a 19 milhões de toneladas

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Aumento da área cultivada e ganhos de produtividade sustentaram o resultado, enquanto milho de segunda safra enfrentou perdas provocadas pelo atraso no plantio e pelas condições climáticas.

 

Minas Gerais encerrou a safra 2025/26 com produção estimada em 19,05 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 3,5% em relação às 18,4 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior. Os dados são do 12º Levantamento de Safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O resultado mineiro foi sustentado principalmente pela expansão da área cultivada e pelo aumento da produtividade média. A área semeada no Estado passou de 4,29 milhões para 4,37 milhões de hectares, alta de 1,9%. Já o rendimento médio avançou 1,6%, chegando a 4,3 toneladas por hectare.

No Brasil, a produção total de grãos na safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas, aumento de 2,6% em relação ao ciclo anterior.

A soja continua como principal cultura de grãos em Minas Gerais, com produção estimada em 9,1 milhões de toneladas, praticamente estável na comparação anual. A área plantada cresceu 1,1%, chegando a 2,3 milhões de hectares, mas a produtividade recuou 1,4%.

Segundo a Conab, o desempenho da soja foi afetado pelo atraso no início do plantio e pelas chuvas durante o período de colheita. A retirada do grão das lavouras já foi concluída, e o Estado está no período de vazio sanitário da soja, que vai até 30 de setembro e tem como objetivo reduzir a presença da ferrugem asiática entre os ciclos produtivos.

O milho apresentou um cenário diferente entre a primeira e a segunda safra. A produção total é estimada em 7,2 milhões de toneladas, crescimento de 9,8%. Na primeira safra, o avanço foi de 23,4%, com produção de 4,7 milhões de toneladas. A área cultivada aumentou 8,3%, enquanto a produtividade cresceu 14%, chegando a cinco toneladas por hectare.

De acordo com a Conab, a maior demanda pelo cereal, especialmente por parte da pecuária, tem estimulado produtores a ampliar os investimentos na cultura. O gerente substituto de Acompanhamento de Safras da companhia, Marco Antônio Chaves, também destacou as condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da primeira safra.

Já o milho de segunda safra enfrentou dificuldades. A estimativa é de produção de 2,4 milhões de toneladas, queda de 9,4%. Embora a área plantada tenha aumentado 3,3%, para 2,3 milhões de hectares, a produtividade caiu 4,7%, para uma média de 5,6 toneladas por hectare.

O atraso na colheita da soja contribuiu para reduzir a janela ideal de plantio do milho. Segundo a Conab, o excesso de chuva em fevereiro prolongou a permanência da soja no campo. Na sequência, a restrição hídrica esperada para o período levou produtores a reduzir investimentos nas lavouras, aumentando também a ocorrência de doenças no fim do ciclo.

No fim de agosto, 89% da área de milho de segunda safra já havia sido colhida em Minas Gerais. O percentual, porém, estava abaixo dos 97% registrados no mesmo período do ano anterior.

Entre as culturas com desempenho positivo está o feijão. A produção mineira deve chegar a 526,9 mil toneladas, crescimento de 13,9%. A primeira safra produziu 211 mil toneladas, alta de 2,8%, enquanto a segunda chegou a 177 mil toneladas, aumento de 19,4%. Na terceira safra, cultivada com irrigação, a estimativa aponta crescimento de 27,1%, para 138,9 mil toneladas.

O algodão também apresenta aumento na produção. A estimativa é de 114 mil toneladas de algodão em caroço, alta de 3,3%. A produção de pluma deve alcançar 81,6 mil toneladas, também com crescimento de 3,3%.

No caso do algodão, a área cultivada caiu 11,3%, mas a produtividade avançou 16,4%, favorecida pelas condições climáticas. A colheita havia alcançado 65% da área plantada no fim de agosto, com previsão de conclusão em meados de setembro. Segundo a Conab, as operações de campo e o beneficiamento seguiam dentro do esperado, com qualidade da fibra superior à registrada no ciclo anterior.

Com informações da CONAB

Foto: ilustrativa

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