Preço da carne bovina sobe em BH e região; pesquisa encontra diferenças de até 233% entre estabelecimentos
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
O consumidor que vai comprar carne em Belo Horizonte e região encontra preços mais altos em outubro, principalmente nos cortes bovinos. Uma pesquisa realizada pelo site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta, mostra que quase todos os cortes de boi tiveram aumento no preço médio em relação a setembro. O levantamento também identificou diferenças superiores a 200% no valor de um mesmo produto, dependendo do estabelecimento.
A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e comparou os preços praticados no comércio da capital mineira e região. O estudo também analisou a evolução dos valores médios desde 5 de setembro, permitindo identificar quais produtos ficaram mais caros e quais apresentaram redução.
Entre as carnes bovinas, a picanha registrou a maior alta no período. O preço médio do quilo passou de R$ 75,46 para R$ 78,57, aumento de 4,12%. O músculo também ficou mais caro, com elevação de 2,87%, passando de R$ 38,90 para R$ 40,01. A maminha subiu 2,79%, chegando a R$ 53,37, enquanto o chã de dentro teve reajuste de 2,62%, com preço médio de R$ 54,20.
Outros cortes bastante consumidos também acompanharam o movimento de alta. A alcatra passou de R$ 56,76 para R$ 57,70, aumento de 1,66%. O contrafilé subiu 1,46%, chegando a R$ 59,92, mesmo percentual registrado pelo patinho, que passou a custar, em média, R$ 50,26. O acém teve elevação de 1,06%, alcançando R$ 39,19.
Dos cortes bovinos analisados na comparação mensal, apenas dois apresentaram redução no preço médio. O fígado caiu 0,69%, de R$ 23,05 para R$ 22,89, enquanto o filé-mignon recuou 0,23%, passando de R$ 83,79 para R$ 83,59.
Além dos reajustes, a diferença de preços entre os estabelecimentos chama a atenção. O quilo da picanha foi encontrado por valores entre R$ 54,98 e R$ 129,90, uma variação de 136,27%. A alcatra apresentou diferença semelhante, com preços de R$ 35,98 a R$ 84,95. No caso do patinho, o consumidor pode pagar de R$ 32,98 a R$ 75 pelo quilo, diferença de 127,41%.
A pesquisa também encontrou variações expressivas em outros cortes bovinos. A fraldinha foi comercializada entre R$ 30,88 e R$ 69,90, enquanto o contrafilé apresentou preços de R$ 35,98 a R$ 79,95. Já o filé-mignon variou de R$ 59,98 a R$ 114,99.
No segmento de carnes suínas, o comportamento dos preços foi diferente. Apesar das grandes diferenças entre estabelecimentos, os valores médios apresentaram oscilações menores, com altas e quedas ao longo do período analisado.
O maior aumento ocorreu no lombo inteiro, que passou de R$ 24,48 para R$ 25,03, alta de 2,26%. O lombo aparado e o pernil com osso tiveram reajustes de 1,31%. Já a bisteca e o pernil sem osso subiram 0,94%.
Por outro lado, alguns produtos suínos ficaram mais baratos. O pé suíno apresentou redução de 2,58%, passando de R$ 12,08 para R$ 11,77. A orelha caiu 2,28%, enquanto a costelinha teve recuo de 0,98%.
Foi justamente entre os suínos que apareceu a maior diferença de preços de toda a pesquisa. O quilo do pé suíno foi encontrado entre R$ 5,99 e R$ 19,99, uma variação de 233,72%. A orelha apresentou diferença de 198,83%, com preços de R$ 5,99 a R$ 17,90. A copa lombo e o lombo inteiro também tiveram diferenças expressivas, sendo vendidos entre R$ 13,99 e R$ 38,99.
No caso do frango, o levantamento identificou aumento no preço médio de todos os oito produtos pesquisados, embora a maioria dos reajustes tenha ficado abaixo de 1%.
O coração de frango apresentou a maior elevação, de 3,21%, passando de R$ 41 para R$ 42,32 o quilo. O pescoço de peru subiu 1,82%, chegando a R$ 23,89. O frango inteiro resfriado teve aumento de 0,74%, com preço médio de R$ 12,19, enquanto o filé de peito avançou 0,73%, alcançando R$ 25,76.
O peito resfriado subiu 0,61%, para R$ 17,17, e a asa teve reajuste de 0,33%, chegando a R$ 17,92. A menor elevação foi registrada na coxa sem sobrecoxa, com alta de 0,19%.
Mesmo com aumentos mensais relativamente pequenos, os preços do frango também apresentaram diferenças importantes entre os pontos de venda. O peito resfriado foi encontrado entre R$ 12,98 e R$ 25,90, variação de 99,54%. A coxa e sobrecoxa apresentou preços de R$ 9,98 a R$ 18,99, enquanto o filé de peito variou de R$ 18,98 a R$ 34,90.
Os resultados mostram dois movimentos distintos no mercado de carnes: de um lado, a elevação dos preços médios, mais disseminada entre os bovinos; de outro, a grande diferença de valores cobrados pelos estabelecimentos, que pode representar uma economia significativa para quem compara os preços antes de comprar.
O levantamento completo, com os valores mínimos, máximos e médios dos produtos pesquisados, está disponível no site MercadoMineiro.
Com informações do Mercado Mineiro
Foto: ilustrativa