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Economia

Preço da carne bovina sobe em BH e região; pesquisa encontra diferenças de até 233% entre estabelecimentos

Sérgio Monteiro

Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -

Levantamento do MercadoMineiro aponta aumento no preço médio de quase todos os cortes bovinos em outubro. Carnes suínas apresentam maior estabilidade, enquanto todos os produtos de frango pesquisados ficaram mais caros

 

O consumidor que vai comprar carne em Belo Horizonte e região encontra preços mais altos em outubro, principalmente nos cortes bovinos. Uma pesquisa realizada pelo site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta, mostra que quase todos os cortes de boi tiveram aumento no preço médio em relação a setembro. O levantamento também identificou diferenças superiores a 200% no valor de um mesmo produto, dependendo do estabelecimento.

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e comparou os preços praticados no comércio da capital mineira e região. O estudo também analisou a evolução dos valores médios desde 5 de setembro, permitindo identificar quais produtos ficaram mais caros e quais apresentaram redução.

Entre as carnes bovinas, a picanha registrou a maior alta no período. O preço médio do quilo passou de R$ 75,46 para R$ 78,57, aumento de 4,12%. O músculo também ficou mais caro, com elevação de 2,87%, passando de R$ 38,90 para R$ 40,01. A maminha subiu 2,79%, chegando a R$ 53,37, enquanto o chã de dentro teve reajuste de 2,62%, com preço médio de R$ 54,20.

Outros cortes bastante consumidos também acompanharam o movimento de alta. A alcatra passou de R$ 56,76 para R$ 57,70, aumento de 1,66%. O contrafilé subiu 1,46%, chegando a R$ 59,92, mesmo percentual registrado pelo patinho, que passou a custar, em média, R$ 50,26. O acém teve elevação de 1,06%, alcançando R$ 39,19.

Dos cortes bovinos analisados na comparação mensal, apenas dois apresentaram redução no preço médio. O fígado caiu 0,69%, de R$ 23,05 para R$ 22,89, enquanto o filé-mignon recuou 0,23%, passando de R$ 83,79 para R$ 83,59.

Além dos reajustes, a diferença de preços entre os estabelecimentos chama a atenção. O quilo da picanha foi encontrado por valores entre R$ 54,98 e R$ 129,90, uma variação de 136,27%. A alcatra apresentou diferença semelhante, com preços de R$ 35,98 a R$ 84,95. No caso do patinho, o consumidor pode pagar de R$ 32,98 a R$ 75 pelo quilo, diferença de 127,41%.

A pesquisa também encontrou variações expressivas em outros cortes bovinos. A fraldinha foi comercializada entre R$ 30,88 e R$ 69,90, enquanto o contrafilé apresentou preços de R$ 35,98 a R$ 79,95. Já o filé-mignon variou de R$ 59,98 a R$ 114,99.

No segmento de carnes suínas, o comportamento dos preços foi diferente. Apesar das grandes diferenças entre estabelecimentos, os valores médios apresentaram oscilações menores, com altas e quedas ao longo do período analisado.

O maior aumento ocorreu no lombo inteiro, que passou de R$ 24,48 para R$ 25,03, alta de 2,26%. O lombo aparado e o pernil com osso tiveram reajustes de 1,31%. Já a bisteca e o pernil sem osso subiram 0,94%.

Por outro lado, alguns produtos suínos ficaram mais baratos. O pé suíno apresentou redução de 2,58%, passando de R$ 12,08 para R$ 11,77. A orelha caiu 2,28%, enquanto a costelinha teve recuo de 0,98%.

Foi justamente entre os suínos que apareceu a maior diferença de preços de toda a pesquisa. O quilo do pé suíno foi encontrado entre R$ 5,99 e R$ 19,99, uma variação de 233,72%. A orelha apresentou diferença de 198,83%, com preços de R$ 5,99 a R$ 17,90. A copa lombo e o lombo inteiro também tiveram diferenças expressivas, sendo vendidos entre R$ 13,99 e R$ 38,99.

No caso do frango, o levantamento identificou aumento no preço médio de todos os oito produtos pesquisados, embora a maioria dos reajustes tenha ficado abaixo de 1%.

O coração de frango apresentou a maior elevação, de 3,21%, passando de R$ 41 para R$ 42,32 o quilo. O pescoço de peru subiu 1,82%, chegando a R$ 23,89. O frango inteiro resfriado teve aumento de 0,74%, com preço médio de R$ 12,19, enquanto o filé de peito avançou 0,73%, alcançando R$ 25,76.

O peito resfriado subiu 0,61%, para R$ 17,17, e a asa teve reajuste de 0,33%, chegando a R$ 17,92. A menor elevação foi registrada na coxa sem sobrecoxa, com alta de 0,19%.

Mesmo com aumentos mensais relativamente pequenos, os preços do frango também apresentaram diferenças importantes entre os pontos de venda. O peito resfriado foi encontrado entre R$ 12,98 e R$ 25,90, variação de 99,54%. A coxa e sobrecoxa apresentou preços de R$ 9,98 a R$ 18,99, enquanto o filé de peito variou de R$ 18,98 a R$ 34,90.

Os resultados mostram dois movimentos distintos no mercado de carnes: de um lado, a elevação dos preços médios, mais disseminada entre os bovinos; de outro, a grande diferença de valores cobrados pelos estabelecimentos, que pode representar uma economia significativa para quem compara os preços antes de comprar.

O levantamento completo, com os valores mínimos, máximos e médios dos produtos pesquisados, está disponível no site MercadoMineiro.

Com informações do Mercado Mineiro

Foto: ilustrativa

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