Governo registra rombo histórico de R$ 73,8 bilhões em março e acende alerta sobre crise fiscal no país
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
Resultado negativo nas contas públicas é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica do Banco Central e evidencia o peso crescente da dívida e dos juros sobre a economia brasileira
As contas do setor público brasileiro fecharam o mês de março de 2026 com um déficit de R$ 73,8 bilhões, o pior resultado já registrado para o período desde que o Banco Central iniciou a série histórica. O número representa um forte desequilíbrio entre tudo o que o governo arrecadou e tudo o que gastou no período, incluindo os juros da dívida pública. O levantamento considera as contas da União, dos estados, dos municípios e também das empresas estatais.
O resultado histórico aumenta a preocupação sobre a situação fiscal do país e reforça os alertas de economistas e investidores em relação à capacidade do governo de controlar os gastos públicos. No acumulado dos últimos 12 meses até março, o déficit chegou a cerca de R$ 1,1 trilhão, o equivalente a aproximadamente 8,5% de toda a riqueza produzida pelo Brasil no período, medida pelo Produto Interno Bruto, o PIB.
Esse indicador é considerado um dos principais termômetros da saúde financeira do país porque mostra quanto o setor público está gastando além do que arrecada. Quando esse rombo cresce, aumenta também a necessidade de o governo recorrer a empréstimos e ampliar a dívida pública.
Outro ponto que pesa nas contas é o custo elevado dos juros. Segundo os dados oficiais, as despesas com os juros da dívida pública já ultrapassam R$ 1 trilhão em um período de 12 meses, também em nível recorde. Com juros altos, o governo precisa gastar mais dinheiro apenas para pagar a dívida, reduzindo recursos que poderiam ser destinados a investimentos, obras, programas sociais e outras áreas consideradas prioritárias.
O cenário amplia a pressão sobre a equipe econômica do governo federal, que enfrenta dificuldades para cumprir as metas fiscais previstas para 2026. Especialistas avaliam que, sem medidas para cortar despesas ou aumentar de forma consistente a arrecadação, será difícil reduzir o déficit e conter o avanço da dívida pública nos próximos meses.
Com informações da CNN – Portal UAi e Folha
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil