Inflação na Grande BH sobe 1,05% em setembro e supera média nacional
Jornalista | Radialista | Comunicador Multimídia -
O custo de vida aumentou mais na Região Metropolitana de Belo Horizonte do que na média brasileira em setembro. A inflação na Grande BH chegou a 1,05%, contra 0,82% no país, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta mensal registrada na região desde setembro de 2021 e a terceira maior entre as áreas pesquisadas no Brasil.
O resultado foi pressionado principalmente pelos reajustes na energia elétrica, nos combustíveis e nos alimentos. A conta de luz subiu 6,63% na Grande BH, influenciada pela cobrança da bandeira tarifária amarela e pelo fim do desconto referente ao bônus de Itaipu, que havia sido aplicado nas faturas de agosto.
Nos postos de combustíveis, o etanol apresentou aumento de 11,51%, enquanto a gasolina ficou 3,79% mais cara. Os reajustes contribuíram para elevar as despesas dos consumidores e tiveram participação no resultado da inflação regional.
Entre os alimentos, as maiores variações ocorreram em produtos presentes no consumo cotidiano das famílias. O tomate liderou os aumentos, com alta de 41,90% em apenas um mês. A batata-inglesa ficou 33,10% mais cara, seguida pela cebola, com reajuste de 12,07%, e pelo arroz, que subiu 8,93%.
De acordo com especialistas, a seca e as queimadas afetaram a oferta de alimentos, contribuindo para a elevação dos preços. As condições climáticas desfavoráveis estão entre os fatores apontados para explicar o encarecimento de produtos agrícolas no período.
Apesar de registrar uma inflação mensal superior à média brasileira, a Grande BH apresenta resultado mais baixo quando considerada a variação acumulada em 12 meses. Nesse intervalo, os preços subiram 4,16% na região, enquanto o índice nacional chegou a 4,58%.
O resultado acumulado do Brasil ultrapassou o limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, aumentando as preocupações com o comportamento dos preços nos próximos meses.
Esse cenário também influencia as expectativas para a política monetária. Analistas consideram a possibilidade de uma interrupção no ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para novembro. A decisão dependerá da avaliação do Banco Central sobre a evolução da inflação e as condições da economia.
Com informações do Mercado Mineiro
Foto: ilustrativa
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