Safra 2025/26 deve bater recorde e alcançar 358,6 milhões de toneladas de grãos no Brasil, aponta Conab
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Produção cresce 1,8% em relação ao ciclo anterior impulsionada por aumento de área plantada e clima favorável; soja lidera avanço e milho também atinge níveis históricos, enquanto arroz recua e trigo deve ter queda na produção
Safra 2025/26 deve bater recorde e alcançar 358,6 milhões de toneladas de grãos no Brasil, aponta Conab
Produção cresce 1,8% em relação ao ciclo anterior impulsionada por aumento de área plantada e clima favorável; soja lidera avanço e milho também atinge níveis históricos, enquanto arroz recua e trigo deve ter queda na produção.
As agricultoras e os agricultores brasileiros devem colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo o 9º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão federal responsável pelo acompanhamento da produção agrícola no país. O volume representa um novo recorde histórico e um crescimento de 1,8% em relação à safra anterior, o que significa 6,4 milhões de toneladas a mais no campo.
De acordo com a Conab, esse resultado é explicado principalmente pela ampliação da área cultivada, que chegou a 83,5 milhões de hectares, e pelas condições climáticas consideradas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. A produtividade média nacional também ajuda a sustentar o avanço, estimada em 4.295 quilos por hectare.
Entre as culturas, a soja segue como principal destaque. A produção da oleaginosa deve atingir 180,3 milhões de toneladas, com aumento de 8,8 milhões em comparação com o ciclo passado. Segundo o relatório, o resultado é puxado pela expansão da área plantada, pelo uso de tecnologia no campo e pelo clima positivo durante a safra, que já se encontra praticamente colhida.
O milho também registra desempenho expressivo. Somando as três safras, a produção total está estimada em 140,5 milhões de toneladas. A primeira safra já tem 87,7% da área colhida e deve fechar em 29,3 milhões de toneladas, alta de 17,7% em relação ao ano anterior. A segunda safra, que ainda está em fase inicial de colheita, tem expectativa de 107,9 milhões de toneladas, enquanto a terceira deve alcançar 3,3 milhões de toneladas. No geral, o cereal apresenta aumento de produtividade de 7,6%, chegando a um novo recorde na série histórica da Conab para a primeira safra.
O algodão, importante produto da segunda safra, deve somar cerca de 4 milhões de toneladas de pluma, uma queda de 2,5% devido à redução da área plantada. Já o sorgo apresenta crescimento expressivo, com produção estimada em 7,62 milhões de toneladas, alta de 24,9% em relação ao ciclo anterior.
No grupo dos alimentos consumidos principalmente no mercado interno, o arroz deve registrar 11,1 milhões de toneladas, queda de 13,2% em relação à safra passada, resultado da redução de área cultivada em função das condições de mercado. O feijão, somando as três safras, deve atingir cerca de 3 milhões de toneladas, leve recuo de 0,5%. Apesar das quedas, a Conab destaca que a oferta segue suficiente para o abastecimento interno.
No caso do trigo, cultura de inverno, o plantio avança e já atinge 45,3% da área prevista. A produção deve ficar em torno de 6,3 milhões de toneladas, com redução esperada em função da menor área semeada neste ciclo.
No cenário de mercado, a produção recorde de soja deve impulsionar as exportações, estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além do aumento do volume destinado ao processamento interno, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Os estoques finais da oleaginosa devem ficar em torno de 9,2 milhões de toneladas. Para o milho, houve ajuste nas projeções de oferta, com estoques finais estimados em 13,25 milhões de toneladas no encerramento de janeiro de 2027. Já o feijão deve fechar dezembro com estoque próximo de 288,5 mil toneladas.
Fonte: Notícias Agrícolas e CEPEA
Foto: ilustrativa